14.11.11


Há tempo que a Elena não sabe onde é que tem a cabeça, perdeu-a pelo caminho. A Elena quer existir sem erros.  Esta a morar onde ela que morar mas não pode evitar sentir-se estranha, "alheia" ao mundo que a rodeia.  A Elena tem as coisas claras na teoria mas na prática fica derrubada, desmoronada, abatida por qualquer coisa que aconteça na sua vida.  A Elena sente vergonha de muitas coisas que tem feito. A Elena actua como se tivesse cinco anos. A Elena chora por parvoíces quando esta bêbada. A Elena age sempre da maneira errada.  E na verdade o que ela esta a fazer não é mais do que reclamar com a voz em grita que a  compreendam, que tenham paciência, porque não há muito tempo que ela começou a procurar-se a si própria e não vai demorar muito em se encontrar. Ela sabe que tem de aprender de toda a gente que descobriu pelo caminho. A Elena quer pessoas que a façam acreditar nos outros e em sí própria, a Elena quer acreditar não só nas palavras mas também nos factos.